Final do mineiro feminino teve público com muitas mulheres e meninas

Por Michelle Abreu e Raul Ivo

As arquibancadas do Indepedência foram marcadas pela presença expressiva de famílias com crianças e, especialmente, meninas. (Foto: Staff Images/Cruzeiro)

No último domingo (19), a Arena Independência foi palco da final do Campeonato Mineiro Feminino de 2023. A decisão foi disputada entre Cruzeiro e Atlético, com vitória do time celeste por 1×0. Dentro das quatro linhas, o que se viu foi um clássico nervoso, extremamente disputado e com direito a polêmicas de arbitragem. O cenário extra campo, por outro lado, revelou-se o completo oposto: sereno e acolhedor, com a presença expressiva de famílias, com crianças e, especialmente, meninas.

Nesse contexto, Joyce e Priscila, duas torcedoras presentes, compartilharam as impressões do evento.

“O clima foi bom, tinha muita criança, muita menina. É muito importante ter mulheres jogando futebol e é muito bom ver crianças no estádio em um clássico. Qual clássico masculino você pode levar crianças com segurança? Não existe isso”, ressaltaram.

Joyce e Priscila, respectivamente (Raul Ivo/Revista Marta)

As duas torcedoras destacaram a importância do futebol feminino como um catalisador para a inclusão de gênero e como um espaço mais seguro e acessível do que o futebol masculino.

Ainda nesse contexto, em entrevista com a torcedora cruzeirense Francislaine, que compareceu ao jogo com seu marido Paulo e os filhos Helena e Felipe, destacou a importância de proporcionar essa experiência esportiva à sua família:

“Foi um jogo muito legal, desde a hora que a gente chegou, a gente viu que tinha muita família, fácil acesso, foi super tranquilo de entrar, sem burocracia nenhuma, a gente parou o carro aqui perto, mas assim, bem tranquilo pra caminhar também, e as crianças gostaram, foi legal por isso.”

A final se tornou um espaço acolhedor para todas as garotas experimentarem a paixão pelo futebol. (Foto: Staff Images/Cruzeiro)

Paulo, que estava com as crianças eufóricas após o jogo, completou:

“Essa recordação é bem importante pra eles (Helena e Felipe), foi o primeiro jogo que eles vieram, e um jogo feminino, para mim foi bem marcante também. Ficamos até preocupados com a confusão no estádio, mas aí a Helena falou: é o jogo das meninas, né? Não vai ter confusão!”

Francislaine e Paulo destacaram que a final proporcionou não só uma emocionante disputa nos gramados, mas também um espaço seguro para que as crianças fossem introduzidas ao ambiente do estádio, especialmente as meninas, que dominaram as arquibancadas.

Avatar de Desconhecido

Autor: Laboratório de Comunicação e Esporte

O Laboratório de Comunicação e Esporte é uma disciplina de graduação ofertada anualmente no Departamento de Comunicação Social (DCS) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pela professora Ana Carolina Vimieiro.

Deixe um comentário