Brasil terá uma representante mulher na luta olímpica, um dos esportes mais antigos dos Jogos

Por Maria Eduarda Castro (dudam.castro)

A luta olímpica, ou wrestling, é um dos esportes mais antigos dos Jogos Olímpicos, remontando aos Jogos da Antiguidade, em 708 a.C. Com uma rica história e dois estilos principais — greco-romano e estilo livre —, a modalidade continua a fascinar e inspirar espectadores ao redor do mundo.

O estilo greco-romano, que estreou nos Jogos Olímpicos modernos de 1896, permite que os lutadores usem apenas os braços e o tronco para atacar e segurar o adversário. Em contraste, o estilo livre, introduzido em 1904, permite o uso das pernas e todo o corpo, oferecendo uma variedade ainda maior de técnicas e estratégias. Ambos os estilos são praticados em categorias de peso, garantindo justiça e competitividade para todos os atletas.

Os Jogos Olímpicos seguem um formato de eliminação direta com repescagem para a disputa da medalha de bronze. Cada luta é composta por três períodos de três minutos, nos quais os competidores acumulam pontos através de técnicas e controle. A luta olímpica exige uma combinação de força, técnica e estratégia, celebrando a tradição e a habilidade atlética.

Lutadores de Wrestling. Fonte: Freepik.

Campeões olímpicos recentes

Na Olimpíada de Tóquio 2020, a luta olímpica foi marcada por performances impressionantes. No estilo livre masculino, os campeões incluíram Zavur Uguev (ROC) na categoria 57kg, Takuto Otoguro (Japão) na categoria 65kg, e David Taylor (EUA) na categoria 86kg, entre outros. No estilo greco-romano masculino, Luis Orta (Cuba) e Mijaín López (Cuba), que conquistou sua quarta medalha de ouro olímpica, foram destaques. Na luta livre feminina, o Japão brilhou com atletas como Yui Susaki e Mayu Mukaida, enquanto Tamyra Mensah-Stock (EUA) fez história como a primeira mulher negra estadunidense a ganhar uma medalha de ouro na luta livre.

Participação brasileira e perspectivas para Paris 2024

O Brasil estará representado nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 por Giullia Penalber, que garantiu sua vaga após vencer o torneio pré-olímpico mundial em Istambul. Penalber, competindo na categoria até 57kg do estilo livre, teve um desempenho notável, vencendo suas adversárias e assegurando sua presença em Paris. A luta olímpica brasileira, historicamente, não teve grandes destaques, mas o desempenho de Penalber poderá mudar esse cenário.

Giullia Penalber. Reprodução: Instagram Giullia Penalber.

Destaques Internacionais

Além dos campeões mencionados, outros atletas de destaque no wrestling incluem Abdulrashid Sadulaev (ROC), conhecido como “tanque russo”, e Hassan Yazdani (Irã), apelidado de “Fearless”. A competição de luta olímpica em Tóquio 2021 contou com a participação de 96 homens e 96 mulheres em cada estilo, disputando um total de 18 medalhas de ouro.

Curiosidades

A luta olímpica foi uma das primeiras modalidades a ser incluída nos Jogos Olímpicos modernos, e seu estilo greco-romano é único por proibir agarraduras abaixo da cintura. A modalidade é praticada globalmente, exigindo dos atletas não apenas força física, mas também flexibilidade e técnica refinada.

Com uma tradição rica e uma competição emocionante, a luta olímpica continua a ser uma das modalidades mais admiradas dos Jogos Olímpicos, combinando tradição, habilidade e espetáculo.

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Autor: coberturaparis2024

Turma de 31 estudantes de Comunicação da UFMG que integram a parceria entre a Revista Marta e a Rádio UFMG para a cobertura dos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris.

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