
por Carol Freire, estudante de Jornalismo da UFMG
Depois de treze anos, o time de vôlei feminino do Osasco conseguiu se consagrar novamente como o grande campeão da Superliga Feminina de Vôlei.
No jogo da última quinta-feira (01), Osasco e Sesi-Bauru duelaram pelo grande prêmio da competição em partida única disputada no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, sendo essa partida marcada também pela primeira final em oito anos sem a participação de equipes mineiras. Com parciais de 26×24, 19×25, 28×26 e 25×20, o time do Osasco levou o título por 3×1, conquistando o hexacampeonato.
A primeira final paulista em muitas temporadas foi inusitada para alguns fanáticos do vôlei, já que as duas equipes finalistas não foram as que tiveram melhores campanhas na fase classificatória. O Osasco terminou a primeira etapa da competição em terceiro e o Bauru em quinto.
A partida foi muito disputada, com momentos de muita tensão e empates nos sets. Osasco e Bauru protagonizaram um espetáculo e, apesar da derrota, o time do Sesi se destaca por essa ser sua primeira participação na grande final da Superliga desde a sua fundação. A boa notícia para os fãs de vôlei é que a equipe técnica garantiu a renovação com pelo menos 70% das atletas atuais.
O encerramento da temporada tendo Osasco como o grande campeão marca, talvez, o “início do fim” da hegemonia mineira, abrindo espaço para outras equipes se destacarem cada vez mais. Em vista disso, os destaques da Superliga contaram com quatro jogadoras paulistas e quatro mineiras, além do técnico Luizomar, do Osasco. E são elas: Dani Lins (Sesi-Bauru) como levantadora, Kisy (Gerdau Minas) como oposta, Thaísa (Gerdau Minas) e Adenilza (Praia Clube) como centrais, Natália (Osasco) e Kuznetsova (Praia Clube) como ponteiras e Camila Brait (Osasco) como líbero. Além disso, Natália (Osasco) foi eleita a Jogadora Mais Valiosa (MVP) da temporada e Jheovana (Barueri) a revelação.
Agora, o fim da temporada abre espaço para a reformulação dos times para os novos jogos de 2025/26 e nos deixa com o foco, as expectativas e a torcida para a próxima competição: a Liga das Nações.
Expediente
Apuração e redação: Carol Freire
Edição: Olívia Pilar
Coordenação: Ana Carolina Vimieiro