
por Weverton Carlos, estudante de Jornalismo da UFMG
Depois de perder para o AD Taubaté, Adriano Gutierrez foi demitido após nove jogos à frente do comando técnico no time feminino do Atlético-MG. O profissional ficou cerca de dez meses no cargo e não triunfou nenhuma vez em 11 jogos.
A equipe vem sofrendo uma pressão crescente desde a pífia campanha que demarcou o rebaixamento no torneio nacional do ano passado. Além disso, o desempenho no Campeonato Brasileiro A2 — o clube amarga a antepenúltima posição de seu grupo e está fora da zona de classificação — alavancou ainda mais os questionamentos acerca do trabalho realizado. As Vingadoras contam com um empate contra o Botafogo e duas derrotas contra Santos e AD Taubaté, e não esboçaram reações tanto dentro do campo, quanto fora.
A má fase pode ser atribuída também à falta de investimentos na modalidade dentro do Clube. O orçamento é de 2% no futebol feminino em 2024 (7 milhões) + 1 milhão da casa de apostas H2 bet 55, adicionado em 2025. Em comparação com o montante trabalhado no futebol masculino, mais de 350 milhões de reais, parece ser uma quantidade ínfima para obter a recuperação.
O processo de reformulação no elenco foi realizado no início da temporada, com muitas jogadoras saindo e outras chegando. As mudanças, agora, estão sendo feitas no comando técnico-tático. Contudo, as modificações no orçamento ainda não estão sendo nem sequer prometidas pela diretoria.
O próximo encontro da equipe será contra o lanterninha do grupo, o São José, que destoa ainda mais que o Atlético, na tarde do dia 18. Enquanto o novo(a) comandante não chega, o interino Flávio Santos irá substituir Adriano nos bancos.
Expediente
Apuração e redação: Weverton Carlos
Edição: Olívia Pilar
Coordenação: Ana Carolina Vimieiro