
por Malu Moura, estudante de Jornalismo da UFMG
Beatriz Haddad Maia começou bem sua caminhada no US Open 2025. Na última terça-feira (26), a paulista venceu a britânica Sonay Kartal, número 51 do ranking da WTA, por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 1/6 e 6/1, em pouco mais de duas horas de partida na Quadra 12 do complexo Billie Jean King.
O jogo começou equilibrado. No primeiro set, Bia confirmou o saque inicial e conseguiu abrir vantagem após quebrar o serviço da rival. Kartal ainda reagiu, mas a brasileira fechou a parcial em 6/3 com um ace decisivo. No segundo set, porém, a britânica voltou mais agressiva e rapidamente abriu 3/0. Bia tentou reagir, mas não conseguiu frear a adversária, que venceu por 6/1.
No intervalo, a brasileira foi ao vestiário e voltou com outra postura. Embalada pela torcida na Quadra 12 do complexo Billie Jean King, em Nova York, dominou o terceiro set com bons saques e golpes firmes do fundo de quadra. Mesmo sentindo um desconforto na perna esquerda, manteve a concentração e fechou a partida em 6/1.
Este foi o segundo encontro entre as duas jogadoras. No primeiro, em março, Kartal havia levado a melhor em Indian Wells. Bia soma quatro títulos de simples na carreira (Seul (2024), WTA Elite Trophy de Zhuhai (2023), Nottingham (2022) e Birmingham (2022)) enquanto a britânica tem apenas um, conquistado em Monastir (2024). Com o resultado, a brasileira avançou para a segunda rodada e agora encara a suíça Viktorija Golubic na próxima quinta-feira (28).
Apesar da vitória, o momento da número 1 do Brasil não é dos mais fáceis. Desde Wimbledon, Bia acumula quatro derrotas seguidas em estreias, incluindo eliminações em Montreal, Cincinnati e Monterrey. Nesta última competição, caiu para a tcheca Marie Bouzkova, número 53 do mundo. No ano, venceu apenas 10 de 23 partidas, com desempenho discreto em quadras duras, apenas duas vitórias, ambas no Australian Open.
Apesar da fase difícil, a brasileira entra pressionada para defender os 430 pontos conquistados em 2024, quando chegou às quartas de final do US Open. Até aqui, seus melhores resultados na temporada foram a semifinal em Estrasburgo (saibro) e as quartas em Bad Homburg (grama).
Única representante do Brasil na chave feminina, Haddad Maia vê em Nova York a chance de retomar a confiança e ganhar embalo na reta final da temporada.
Expediente
Redação: Malu Moura
Edição: Olívia Pilar
Coordenação: Ana Carolina Vimieiro