
por Duda Castro, estudante de Jornalismo da UFMG
A seleção brasileira feminina viveu momentos de tensão na segunda rodada do Campeonato Mundial de Vôlei, disputado em Chiang Mai, na Tailândia. Depois de uma estreia tranquila diante da Grécia, a equipe comandada por José Roberto Guimarães sofreu diante da França, que começou mais consistente e venceu os dois primeiros sets. A reação veio apenas a partir do terceiro, quando o Brasil conseguiu se reorganizar em quadra e conquistou a virada por 3 a 2, com parciais de 21/25, 20/25, 25/15, 25/17 e 15/13.
O início irregular custou caro ao time brasileiro já que a França apostou em saques forçados e mostrou solidez defensiva, explorando bem as pontas para abrir vantagem. A pressão adversária expôs falhas de recepção e de ataque do Brasil, que acumulou erros não característicos. Nos dois primeiros sets, a ponteira francesa e capitã Cazaute se destacou, terminando o jogo como a maior pontuadora, com 20 pontos.
A reação brasileira começou no terceiro set, quando o bloqueio passou a funcionar e o ataque ganhou volume. As centrais Julia Kudiess e Diana foram mais acionadas e a defesa cresceu em intensidade. As entradas da levantadora Macris e da oposta Rosamaria também ajudaram a acelerar a distribuição, trazendo mais variação às jogadas. Nesse momento, a líbero Marcelle foi peça determinante, organizando o passe e dando segurança à equipe para retomar o controle do jogo.
No ataque, o destaque ficou para as ponteiras: Gabi, capitã da seleção, liderou com 18 pontos, seguida por Julia Bergmann, que marcou 17. A pontuação foi bem distribuída entre as atletas, mostrando a força coletiva do grupo na reação. A experiência de Rosamaria no tie-break também foi fundamental para segurar a pressão francesa nos momentos finais, quando a partida ficou aberta até o último ponto.
Expediente
Redação: Duda Castro
Edição: Olívia Pilar
Coordenação: Ana Carolina Vimieiro