Brasil vence Japão e garante medalha de bronze no Mundial de vôlei feminino 

Foto: CBV

Por Duda Castro, estudante de Jornalismo da UFMG 

O Brasil fechou sua participação no Campeonato Mundial de vôlei feminino com a energia e a determinação que marcam a história da seleção. Em um jogo eletrizante, decidido apenas no tie-break, a equipe brasileira venceu o Japão por 3 sets a 2 (com parciais de 25/12, 25/17, 19/25, 27/29 e 18/16) e garantiu a medalha de bronze, a sexta da história do país na competição.

A partida começou de forma avassaladora para as brasileiras. No primeiro set, o bloqueio funcionou como uma muralha, especialmente com Julia Kudiess, que somou cinco pontos nesse fundamento ao longo do duelo. Diana e Rosamaria também se destacaram na contenção, cada uma com três bloqueios. No ataque, a capitã Gabi foi a referência, assumindo as principais bolas e conduzindo o grupo à vitória por 25 a 12. O segundo set seguiu o mesmo ritmo: consistente, agressiva e coletiva, a seleção abriu vantagem cedo e não deu chances às japonesas, fechando em 25 a 17.

O equilíbrio, porém, voltou à quadra na terceira parcial. O Japão, empurrado por sua defesa tradicionalmente eficiente, explorou contra-ataques rápidos e chegou a abrir oito pontos de vantagem. Apesar da reação brasileira, as adversárias controlaram o placar e diminuíram a diferença com 25 a 19. No quarto set, o Brasil entrou mais concentrado, mas encontrou dificuldades para frear o ritmo intenso das japonesas. Em um fim de parcial dramático, decidido ponto a ponto, as asiáticas levaram a melhor por 29 a 27, forçando o tie-break.

O set decisivo foi um retrato da resiliência coletiva da seleção. O Japão voltou a pressionar e chegou a ter o controle do placar, mas as brasileiras se mantiveram firmes. A cada ponto de Gabi, vinha também a contribuição das centrais no bloqueio e das ponteiras na defesa, sustentando o equilíbrio do jogo. No fim, com nervos no lugar e muita entrega, a seleção fechou em 18 a 16 e comemorou o bronze com a vibração de quem lutou até o limite.

O destaque individual foi novamente reflexo da força do grupo. Gabi terminou a partida com 35 pontos, mas sempre apoiada pelo desempenho consistente das companheiras. Rosamaria, Diana e Kudiess foram fundamentais nos momentos de maior pressão, principalmente no sistema defensivo, que garantiu sobrevida em lances decisivos.

Com a vitória, o Brasil chega a seis medalhas na história dos Mundiais (quatro pratas e dois bronzes) e mantém a tradição de estar entre as principais forças da modalidade. Mais do que a posição no pódio, a conquista reafirma a capacidade da seleção de se reinventar e de permanecer competitiva em um cenário global cada vez mais disputado.

Expediente

Redação: Duda Castro

Edição: Olívia Pilar

Coordenação: Ana Carolina Vimieiro

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