Em jogo eletrizante, Brasil perde para Itália pelo Mundial de vôlei feminino

Foto: Volleyball World

Por Duda Castro, estudante de Jornalismo da UFMG 

O sonho do primeiro título mundial do vôlei feminino brasileiro ficou, mais uma vez, adiado. Em uma semifinal emocionante, marcada por reviravoltas e equilíbrio do início ao fim, a seleção brasileira foi superada pela Itália por 3 sets a 2, com parciais de 22/25, 25/22, 28/30, 25/22 e 15/13, em Bangkok. Apesar da derrota, a equipe mostrou poder coletivo, intensidade e resiliência em cada ponto disputado.

O primeiro set mostrou um Brasil confiante e coeso. O sistema defensivo funcionou bem, as ponteiras encaixaram o ataque e o bloqueio foi determinante para abrir vantagem logo cedo. Rosamaria e Gabi se alternavam nas finalizações, enquanto Julia Kudiess se impunha na rede. Com a Itália desorganizada após a lesão da levantadora Orro, a seleção brasileira aproveitou o momento e fechou em 25 a 22.

No segundo set, porém, a reação italiana não tardou. A entrada de Antropova deu novo ritmo à equipe europeia, que passou a forçar mais o saque e a explorar a potência no ataque. O Brasil ainda equilibrou as ações, com boas passagens de Julia Bergmann e Diana, mas erros em momentos decisivos pesaram e a Itália empatou o confronto, também por 25 a 22.

A terceira parcial foi um retrato da luta brasileira. O set seguiu equilibrado do início ao fim, com as duas equipes trocando pontos e alternando a liderança. O bloqueio brasileiro voltou a ser destaque, especialmente com Kudiess e Diana. Nos momentos decisivos, a seleção mostrou maturidade e, empurrada por Gabi e Bergmann, conseguiu fechar em 30 a 28, retomando a dianteira no placar geral.

No quarto set, a Itália soube aproveitar o talento de Sylla e a entrada em cena de Paola Egonu. Embora o Brasil tenha mantido a agressividade, as europeias cresceram nos pontos finais e, novamente por 25 a 22, levaram a disputa para o tie-break.

O quinto e decisivo set foi de pura tensão. O Brasil chegou a liderar, com defesas seguras e ataques consistentes, mas a Itália mostrou poder de reação e virou na reta final. A seleção ainda buscou a igualdade com um bloqueio de Diana, mas a experiência italiana falou mais alto. Com Egonu decisiva e Antropova novamente eficiente, a Azzurra fechou em 15 a 13 e comemorou a vaga na final.

Mesmo sem avançar, o desempenho brasileiro foi marcado pela força coletiva. A capitã Gabi foi a maior pontuadora da equipe, com 29 pontos, mas esteve sempre apoiada por Rosamaria (20), Diana (15) e Kudiess (14), que sustentaram o equilíbrio em todas as parciais. 

Expediente

Redação: Duda Castro

Edição: Olívia Pilar

Coordenação: Ana Carolina Vimieiro

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