Itália supera Turquia e conquista bicampeonato Mundial de Vôlei feminino

Foto: Reprodução/Instagram-@federazioneitalianapallavolo

por Isabella Neres, estudante de Jornalismo da UFMG 

Atual Campeã Olímpica, a Itália venceu a Turquia e garantiu novamente o lugar mais alto do pódio, dessa vez, no Mundial de Vôlei feminino 2025. As italianas conquistaram o bicampeonato na competição depois de superar as adversárias no tie-break (25/23, 13/25, 26/24, 19/25 e 15/8), em Bangkok, na Tailândia, na manhã do último domingo (7).

Após eliminar o Brasil na semifinal também no tie-break no sábado (6), a Seleção Italiana teve menos de 24h para se recuperar física e mentalmente para a grande decisão. A Turquia, por sua vez, venceu o Japão por 3 sets a 1 na semifinal, algumas horas antes do jogo das italianas contra as brasileiras, e contou com um tempo um pouco maior de preparação.

Dentro de quadra, a Itália levou a melhor em um primeiro set acirrado e venceu por 25 x 23. Já na segunda parcial, a Turquia ditou o ritmo de jogo e venceu tranquilamente por 25 x 13, mesmo com o técnico Julio Velasco, das italianas, rodando peças importantes, como a oposta Atropova no lugar de Paola Egonu. Os sets finais foram intensos. A Itália venceu o terceiro por 26 x 24 em um duelo equilibrado e as turcas forçaram o tie-break depois de ganharem a quarta parcial por 25 x 19, com uma atuação espetacular de Melissa Vargas, oposta da Seleção Turca. 

No último e decisivo set, as equipes começaram com uma disputa balanceada, mas rapidamente a Itália assumiu a dianteira. Egonu foi decisiva e as centrais Anna Danesi e Sarah Fahr atuaram brilhantemente na parcial e foram peças importantes na vitória das italianas, que fecharam em 15 x 8. 

Com 33 acertos, Melissa Vargas foi a maior pontuadora do jogo e da competição, com 151 pontos, nove a mais que a brasileira Gabi Guimarães, segunda colocada na estatística. Paola Egonu cravou a bola na quadra adversária 22 vezes e foi a segunda maior pontuadora da partida, seguida pela ponteira italiana Miriam Sylla e pela central turca Eda Erdem, cada uma com 19 pontos.

Este foi o último jogo da líbero italiana Monica de Gennaro, de 38 anos, com a camisa da Seleção, pois ela já havia anunciado previamente sua aposentadoria, e o Campeonato Mundial era o único título que ela ainda não havia conquistado com a Azzurra. A Itália ganhou a primeira medalha de ouro no Mundial em 2002, na Alemanha. Além do bicampeonato, a Seleção Italiana já esteve no pódio da competição outras duas vezes, sendo uma prata em 2018 e um bronze em 2022. 

A vitória consolida e premia ainda mais o ótimo trabalho da equipe, que, desde a última temporada, venceu todas as competições que disputou: Liga das Nações 2024, Olimpíadas Paris 2024, Liga das Nações 2025 e Mundial 2025. As italianas não perdem uma partida oficial desde o dia 1º de junho de 2024, ocasião em que foram derrotadas em um duelo da fase classificatória da VNL para o Brasil, por 3 sets a 2. Desde então, são 36 vitórias consecutivas e um tabu que vai durar, no mínimo, mais oito meses, até que a temporada de seleções 2026 comece e algum time consiga tirar a invencibilidade da equipe. 

Expediente

Redação: Isabella Neres

Edição: Olívia Pilar

Coordenação: Ana Carolina Vimieiro

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