Projeto de Ginástica Aeróbica da UFMG que já conquistou quase uma centena de troféus comemora 30 anos

Professora Kátia Lemos, coordenadora da iniciativa, conversou com a reportagem e contou detalhes da história do projeto, que acumula conquistas esportivas e sociais

Por Aline Luana, estudante de Publicidade da UFMG

No último dia 12 de setembro de 2025, o Projeto de Extensão em Ginástica Aeróbica da UFMG celebrou seus 30 anos de existência com um evento realizado no Auditório da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO), no campus Pampulha, reunindo alunas/os, atletas, familiares, professoras/es e convidados em uma programação marcada por emoção, memória e reconhecimento.

A celebração contou com a presença da reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, que ressaltou a importância do projeto como um espaço de formação educacional, social e esportiva, capaz de transformar vidas ao longo de três décadas.

O momento de maior destaque foi o reconhecimento à professora Dra. Kátia Lúcia Moreira Lemos, principal responsável pela consolidação e continuidade do projeto, que há anos coordena com dedicação o trabalho pedagógico e esportivo da ginástica aeróbica na instituição. Kátia é também coordenadora de Ginástica Aeróbica da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e é frequentemente convocada como treinadora da Seleção Brasileira de Ginástica Aeróbica em competições internacionais.

Profa. Kátia Lemos é homenageada pelo Departamento de Esportes da EEFFTO. Foto: Aline Luana

Conquistas esportivas

Mais do que um espaço de iniciação esportiva, o projeto construiu uma trajetória de excelência: ao longo desses 30 anos, a equipe conquistou 98 troféus, sendo 32 em competições internacionais. Por exemplo, em 2024, atletas do projeto conquistaram três medalhas no Campeonato Sul-americano de Ginástica Aeróbica e outras oito no Campeonato Brasileiro de Ginástica Aeróbica. Também em 2024, os atletas do projeto Lucas Barbosa e Tamires Rebeca conquistaram a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Ginástica Aeróbica, disputado na Itália.

Entrevista com profa. Kátia Lemos que conta sobre o impacto do projeto no cenário da Ginástica Aeróbica brasileira: “A UFMG é o clube mais vitorioso da ginástica aeróbica no Brasil”.

Ao todo, o projeto formou quase 100 ginastas que competiram em torneios nacionais e internacionais nesses 30 anos, além de centenas de pessoas que praticaram e praticam a modalidade de forma não competitiva. Esses feitos colocam a ginástica aeróbica da EEFFTO/UFMG em um patamar de destaque nacional e internacional.

Como funciona o projeto

As apresentações da comemoração envolveram desde turmas de iniciação até equipes de rendimento, evidenciando a diversidade de idades e a proposta inclusiva do projeto, que atende crianças, jovens e adultos da comunidade em geral a partir de 7 anos. O projeto é totalmente gratuito, contando ao longo da trajetória com financiamento principalmente interno à UFMG: “o CEU [Centro Esportivo Universitário] sempre ajudou, o departamento também, temos bolsistas de extensão”, explica Kátia.

Kátia Lemos explica em detalhes como funciona a iniciação à modalidade das crianças que participam do projeto e o processo de migração para a pré-equipe e para a equipe de elite, que participa das competições de ginástica aeróbica esportiva representando a UFMG

Legado para além das medalhas

Além do caráter esportivo, o evento reforçou a dimensão humana do projeto, que tem como objetivo formar cidadãos de maneira integral, desenvolvendo aspectos intelectuais, sociais, morais e psicofísicos.

“É  lógico que eu sou competitiva, senão não estaria trabalhando aqui. Lógico que eu dou treino é para ganhar, que as medalhas e os troféus são importantes pra mim. Mas para além disso o que é muito importante é que eu influencio na formação desses meninos e meninas. Então dos quase 100 ginastas que eu formei, que participaram de competições de nível nacional e internacional, 96 fizeram curso superior e todos estão bem profissionalmente. Eu tenho dois ex-monitores que hoje são colegas no meu departamento. Então isso realmente me enche de orgulho. Porque a história é maior do que um troféu, do que uma medalha”, afirma Kátia.

Expediente
Redação: Aline Luana
Apuração: Aline Luana
Edição: Ana Carolina Vimieiro
Coordenação: Ana Carolina Vimieiro

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