
Por Amanda Camargos, estudante de Jornalismo da UFMG
O futebol feminino na Inglaterra acaba de alcançar um marco importante rumo à profissionalização e à valorização das atletas. A partir da próxima temporada, a Women’s Super League (WSL) e a Championship, as duas principais divisões femininas do país, terão um piso salarial obrigatório para todas as jogadoras.
A nova medida estabelece que atletas da WSL com mais de 23 anos receberão, no mínimo, £40.000 por ano (aproximadamente R$260 mil na cotação atual da libra). Trata-se da primeira vez que o futebol feminino inglês adota um padrão salarial fixo e obrigatório.
O sistema também contempla jogadoras mais jovens e aquelas que atuam na segunda divisão, com faixas salariais proporcionais à idade e à categoria. O objetivo é garantir uma remuneração justa em todos os níveis do futebol feminino, com aumentos progressivos que assegurem condições dignas para o desenvolvimento profissional das atletas.
Até a temporada passada, muitas jogadoras da Championship recebiam abaixo do salário mínimo nacional, sendo forçadas a buscar empregos paralelos para complementar a renda e garantir o mínimo para sua sobrevivência. Com o novo modelo, até mesmo as atletas com menos de 23 anos da segunda divisão passarão a receber acima do salário mínimo nacional, permitindo que se dediquem exclusivamente ao esporte.
A decisão foi resultado de meses de diálogo entre a liga, os clubes e as associações de jogadoras.
Expediente
Redação: Amanda Camargos
Edição: Olívia Pilar
Coordenação: Ana Carolina Vimieiro