Há cerca de um ano, criávamos aqui na Revista Marta o projeto UFMG Esportes que hoje funciona como uma espécie de editoria/seção da revista. Nascido de uma edição especial produzida como atividade de uma disciplina ofertada para as graduações em Comunicação, o UFMG Esportes ganhou perfil específico no Instagram (o @ufmgesportes), videocast semanal próprio e uma cobertura em que se destacam alguns assuntos: as conquistas das/os atletas do Centro de Treinamento Esportivo (CTE/UFMG), um dos grandes protagonistas do esporte na UFMG; as atividades que ocorrem no Centro Esportivo Universitário (CEU/UFMG), um outro grande protagonista; e o mundo das atléticas que tanto mobiliza e desperta paixão e interesse na nossa comunidade universitária.
Ao longo do tempo, aprendemos muito sobre esse mundinho à parte. Que ele tem um calendário relativamente bem definido e que além dos torneios internos às unidades e à universidade, nossas/os atletas também disputam campeonatos externos em que representam suas atléticas específicas e a UFMG. São muitos, mas os principais talvez sejam: os Jogos Universitários Mineiros (JUMs), os Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), a Copa Inter Atléticas (CIA), o Inter UFMG e a Copa União. Cada um deles tem suas especificidades, mas fazem parte do linguajar corrente e dos objetivos que movimentam o universo das atléticas no dia-a-dia.
Desse conhecimento que adquirimos ao longo deste último ano, surgiu o interesse em escrever sobre cada uma das atléticas. Não se trata de um contexto fácil: são muitas, os nomes usados às vezes nos deixam perdidas/os e o nível de organização, tamanho e objetivos variam muito. Mas nos metemos a produzir uma grande reportagem sobre cada uma das 16 atléticas que a universidade tem com a esperança de aprender um pouquinho sobre elas e levar para o público um recorte de cada uma.
São elas:
- AALEB, da Faculdade de Letras, Ciência da Informação e Belas Artes
- Atena, do Instituto de Ciências Exatas
- Basilisco, da Faculdade de Odontologia
- Conclave, da Faculdade de Medicina
- Coronel, do campus de Montes Claros da UFMG
- Fênix, da Saúde (cursos de Enfermagem, Fonoaudiologia, Gestão de Serviços de Saúde, Nutrição e Tecnologia em Radiologia)
- Fênix, de e-sports
- Grifo, da Escola de Engenharia
- Guará, do Instituto de Ciências Biológicas
- Hércules, da Faculdade de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional
- Hermes, da Faculdade de Ciências Econômicas
- Medusa, da Faculdade de Farmácia
- Meia-noite, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Instituto de Geociências e Faculdade de Educação
- Profeta, da Escola de Arquitetura e Design
- Taurus, da Escola de Veterinária
- Vetusta, da Faculdade de Direito
Nesta primeira parte, apresentamos as reportagens especiais sobre as oito atléticas em negrito, que sorteamos para começarmos o processo de produção feito em duas etapas.
O mergulho no cenário das atléticas da UFMG nos trouxe joias: a Vetusta, do Direito, foi fundada em 1969. Não à toa o nome em latim significa “antiga”. O Grifo, da Engenharia, foi criado em 1949 quando a UFMG ainda era a Universidade de Minas Gerais (UMG) e teve um longo período desativado depois dos anos 1970, sendo retomado em 2011. Poucos sabem mas a Taurus, da Veterinária, foi criada por um professor em 1954, sendo uma das primeiras atléticas da veterinária do Brasil e uma das primeiras da UFMG.
A Hércules, constituída fortemente por estudantes da educação física, é uma espécie de atlética coringa, participando de todas as outras através de estudantes que atuam, por exemplo, nas comissões técnicas de outras atléticas. O Conclave, da Medicina, que junto com o Grifo e a Hércules formam a tríade das atléticas mais tradicionais da UFMG, tem seus mistérios e não quis revelar as origens do nome à reportagem.
A Hermes enfrentou dificuldades tremendas no período da pandemia e só agora começa a se reestruturar mais fortemente. A AALEB, uma das caçulas da universidade, tem como principal desafio as resistências internas ao esporte no seio das faculdades que representa. E a Medusa se destaca pelo envolvimento forte de estudantes atletas mulheres e, não à toa, tem como mascote uma figura feminina representativa do ethos da atlética.
Esta edição especial, que aqui apresentamos a primeira parte, surge da vontade de entender melhor cada atlética, os desafios que enfrentam, as rivalidades existentes, seus mascotes e suas histórias. O resultado é um conjunto de narrativas que registram um pedacinho da história dessas associações e que buscam fomentar o esporte em nossa universidade como importante mecanismo político, de sociabilidade, construção de laços de pertencimento, e de saúde física e mental.
Vem com a gente mergulhar na história de cada uma dessas 16 associações que formam parte importantíssima do ecossistema esportivo da UFMG.
Boa leitura!