Confira com mais detalhes a história da Taurus, com mais de 70 anos, foi uma das primeiras associações atléticas da Medicina Veterinária do Brasil e da UFMG, formada em 1954.
Por Júlia Neres e Mariana Braz

Muito além da prática esportiva, as associações atléticas desempenham um papel fundamental para a vida dos jovens universitários. Promovendo não só a saúde física, essa atividade contribui para bem-estar mental, social e acadêmico, além de ser um meio de desenvolvimento social. Por meio dessa imersão nos esportes, os jovens podem explorar o trabalho em equipe, desenvolver habilidades de liderança, lidar com vitórias e derrotas.
As atléticas e competições são importantes para a construção de uma identidade, além de estimular o espírito, união e orgulho da universidade, gerando uma comunidade que vai além do esportivo e atrai novas pessoas para as diferentes possibilidades e cargos dentro de uma associação atlética.
Com quase 71 anos de história, a Taurus é uma das atléticas mais antigas da Universidade Federal de Minas Gerais, sendo um exemplo de como a associação tem um potencial comunitário e capacidade de orgulhar os envolvidos.
AAAPES ou Taurus?
Fundada em 15 de novembro de 1954, por Eder Silva, um professor universitário de Medicina Veterinária que tinha uma paixão por esportes e também queria integrar a Veterinária nesse mundo, criando então a Associação Acadêmica Atlética Professor Eder Silva – AAAPES. Hoje, a atlética conhecida como Taurus não é somente da Medicina Veterinária, mas também engloba o curso de Aquacultura, criado em 2010.
Oficialmente, a atlética se chama AAAPES mas, em 2017, na presidência de Luiz Felipe Silveira, conhecido como Catatau, os outros cursos e prédios estavam formando suas atléticas com nomes marcantes, além de utilizarem simbologias gregas. Catatau, então, propôs uma votação quanto ao nome da atlética, buscando mais identidade e imponência. A primeira votação acabou sendo fraudada, mas depois os integrantes entraram em um consenso para o novo nome: Taurus, que simboliza tanto a Veterinária quanto a criatura mitológica do minotauro.
Modalidades, destaques e competições
Hoje em dia, a Taurus conta com algumas modalidades esportivas: vôlei feminino e masculino e futsal feminino. Apesar disso, a atlética já contou com diversas outras modalidades, entre elas temos: futebol masculino, judô, basquete, cheerleading e bateria.
O vôlei masculino é, hoje em dia, a modalidade de destaque da Taurus, tendo como um dos principais atletas Rafael José Furtado. No vôlei feminino o destaque é Júlia de Almeida e no futsal feminino Sofia Haddad Dias.
Atualmente, a atlética participa de algumas competições internas da universidade e externas também, entre elas estão: Copa União (interna da UFMG), LIA – Liga Inter Atléticas de vôlei (organizada pelo time geral de vôlei da UFMG), Metropolitano, Quadrangular e a CopaVet.
Dentre as competições citadas, a de maior importância para eles é a LIA, na qual o vôlei masculino participa e, apesar de não terem um torneio interno, eles estão trabalhando em um projeto: a APIQ – Atividade Prática Integradora à Quadra. A competição pretende ser algo interno para as turmas de Veterinária e Aquacultura, visando a integração e diversão dos estudantes, além de incentivá-los a treinar para a atlética.
Além da Copa União, o futsal feminino disputa o Inter UFMG, a principal competição interna da universidade, que conta com a participação de atléticas como o Grifo e a Hércules, das Faculdades de Engenharia e Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, respectivamente, que possuem times mais completos e qualificados.

Rivalidades
Por ser uma atlética septuagenária, desde sua criação a Taurus passou por diversos momentos de rivalidades, que foram mudando ao longo do tempo, passando por rivalidades mais fortes e mais fracas ao longo de sua existência.
Atualmente a Taurus não possui uma rivalidade grande com nenhum curso específico, reforçando majoritariamente a competitividade entre as demais atléticas da universidade.
Na CopaVet, competição externa com os cursos de Veterinária de outras faculdades, a principal rival é a Atlética Rino Sinistro, da Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo.
Seleção e Inclusão
Por serem uma atlética que engloba apenas dois cursos da universidade, a equipe da Taurus não possui tanta rotatividade como a das outras atléticas, o que pode acabar dificultando a admissão de novas pessoas. Mesmo dessa forma, a equipe sempre busca atletas e novos talentos para integrarem o time.
No início dos semestres, as equipes oferecem treinos abertos das modalidades da atlética, visando transmitir aos novos integrantes o clima de união dos atletas:
“A nossa atlética preza muito para que todas as atletas tenham espaço no time, tenham voz ativa e que todas as atletas joguem todos os jogos. A gente preza por essa organização que englobe todo mundo e que todo mundo fique em uma situação confortável dentro do time, porque a gente não joga só pra ganhar, a gente [joga] para se divertir e socializar. O esporte é muito importante para isso”, afirma Sofia Haddad, capitã do time de futsal feminino.
Além disso, a equipe da Taurus reforça que, principalmente nos cursos integrais, é muito importante a presença do esporte para relembrar aos atletas que esses momentos na universidade também podem ser reflexo de união e leveza, para relaxar das cobranças excessivas o tempo todo.
Para fazer parte da equipe, a organização disponibiliza um formulário inicial com perguntas básicas, como nome, curso, período, áreas de interesse e motivação. Posteriormente, organizam o encontro presencial com os atletas para uma conexão maior. Os alunos que demonstram interesse também podem optar por não participar dos esportes, ficando apenas na área de gestão.
Legado do fundador
Desde a sua fundação, o espírito de união da Taurus é o principal pilar nutrido por seu fundador, que tem muito orgulho da atlética até os dias de hoje.
O professor Eder Silva fundou a atlética há 70 anos atrás e ainda está presente em ocasiões especiais. Alguns membros da equipe já fizeram visitas a ele para conhecer um pouco mais sobre sua história e repassar como a atlética está atualmente.
Mesmo com muitas mudanças com o passar dos anos, a equipe se mantém focada em fazer jus ao desejo do professor, que é fomentar o esporte, enfatizando para os atletas o sentimento de união em relação ao seu curso.

Expediente
Apuração e redação: Júlia Neres e Mariana Braz
Edição: André Quintão
Coordenação: Ana Carolina Vimieiro