
Por Nicolas Arruda, estudante de jornalismo da UFMG
Uma denúncia de racismo paralisou a partida entre Tarumã-AM e Red Bull Bragantino, em partida válida pelo Brasileirão Feminino Sub-20, no dia 1 de abril, em Manaus. O caso foi denunciado pela atacante do Bragantino, Kauane, ainda no primeiro tempo. Diante do ocorrido, o árbitro do jogo acionou o protocolo antirracismo e paralisou o jogo.
De acordo com a nota do Massa Bruta, a fala que motivou a denúncia ocorreu aos 49 minutos do primeiro tempo e veio da torcida adversária destinadas à atacante Kauane. Em contrapartida, o Tarumã defendeu que, na verdade, um familiar da Evelyn Maués, jogadora amazonense, teria dito “Vamo, Neguinha” de forma carinhosa para incentivar a atleta e não para ofender Kauane. Dessa forma, na narrativa do clube manauara, a acusação não passou de uma confusão da jogadora.
A Federação Paulista de Futebol e o Ministério do Esporte repudiaram o ato e prestaram apoio à atacante do Bragantino. Ambos também, em nota, reforçaram a sua luta contra o racismo em todas as esferas do futebol.
O caso será investigado pelas entidades esportivas, para que as medidas necessárias possam ser tomadas.
Expediente
Redação: Nicolas Arruda
Edição: André Quintão
Coordenação: Ana Carolina Vimieiro