Movido por sonhos e obstáculos, o futebol feminino evolui a cada ano que passa ao redor do mundo – mesmo que em um ritmo abaixo do esperado. Com grandes estrelas e campeonatos cada vez mais competitivos, a modalidade é movida não só pela ambição e pelo talento das jogadoras, mas também por grandes contratos de patrocínios para ganhar cada vez mais espaço nas telas e no coração da torcida.
Autor: Laboratório de Comunicação e Esporte
Torcida organizada do Cruzeiro de garotas hoje conquista espaço nas arquibancadas, quebra estereótipos e fortalece o futebol das mulheres.
O futebol feminino brasileiro tem conquistado novos espaços, torcedores e torcedoras a cada temporada. Apesar da expansão constante, ainda há desafios importantes que impedem a modalidade de alcançar todo o seu potencial, entre eles, o difícil acesso aos estádios, a pouca divulgação dos jogos e a limitação na venda de ingressos, principalmente nas fases iniciais dos campeonatos.
O futebol feminino brasileiro vive atualmente um período de transição decisivo. Trata-se de uma fase marcada por uma tensão permanente entre duas demandas igualmente urgentes: de um lado, a cobrança imediata por resultados expressivos dentro de campo, que alimentem a paixão da torcida e sustentem a visibilidade do time; de outro, a necessidade de estruturar bases sólidas, capazes de assegurar profissionalização e longevidade ao projeto.
A maior artilheira do Brasileirão, com 74 gols, vive um momento histórico no Cruzeiro, clube que a contratou para ser a cara de um projeto que vem provando o potencial do futebol de mulheres com planejamento e investimento.
Conheça a trajetória de Vanessa Lorrany, a talentosa atacante de 28 anos que defende o manto azul desde quando o Cruzeiro jogava no futebol amador, em 2019.
Dualidade do significado de “amador” traz à tona duas vivências no esporte – é o início de um sonho, mas, muitas vezes, pode ser uma realidade cruel para os que lutam por reconhecimento.
Modalidade tem crescido no cenário nacional e quebrado barreiras de preconceito e de gênero ao incentivar mulheres e homens a praticarem o pole sport.
A Revista Marta conversou com especialistas e visitou o América Locomotiva, importante clube de Belo Horizonte, para contar a história de um dos esportes com maior potencial de crescimento no mundo.
Rose Canarinho, gestora do clube de futebol amador, se desdobra para manter vivo o legado do gigante de Contagem.