Cruzeiro lidera número de lesões de LCA no Brasileirão A1 com seis casos no semestre

Foto: Gustavo Martins/ Cruzeiro
Foto: Gustavo Martins/ Cruzeiro

Por Yasmin Veloso, estudante de jornalismo da UFMG

Após uma campanha histórica no Brasileirão Feminino em 2025, o Cruzeiro enfrenta um grande desafio para manter o alto nível na temporada atual. Com seis registros de ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) no primeiro semestre do ano, algumas peças fundamentais das Cabulosas desfalcam a equipe e lotam o Departamento Médico.

Segundo levantamento do ge, a Raposa lidera, de forma isolada, a lista de atletas com essa lesão em 2026. O Grêmio, segundo colocado, registrou três casos — a metade do número celeste.

Durante um treino aberto realizado no dia 18 de julho (sábado), na Toca da Raposa I, a gerente do futebol feminino do Cruzeiro Luiza Parreiras revelou como o clube tem lidado com esse cenário nos bastidores.

“Como eu falei anteriormente, todo clube lida com as lesões de LCA no futebol feminino, mas não no número elevado como foi. A partir desse momento, a gente chega na conclusão que não foi azar, precisávamos falar sobre isso, identificar o problema, definir algumas estratégias de ações, e é o que foi feito”, iniciou.

No entanto, a pesquisa não trouxe respostas sólidas sobre o cenário.

“A partir do momento que a gente começou a analisar os dados, com a estrutura que a gente tem de equipamento, de relatórios, de monitoramento, possíveis causas. Discutimos com pessoas de fora do clube, com especialistas, médicos, fisioterapeutas. A questão é que não existiu um padrão efetivo, nem momento de período menstrual que essas atletas lesionaram, momento da temporada, controle de percentual de gordura. Atacamos várias linhas para tentar identificar esse padrão e não conseguimos”, revelou a dirigente.

Mesmo sem respostas definitivas, Luiza destacou que mudanças estão acontecendo nos padrões dos protolocos anteriormente adotados pelo Cruzeiro. Os profissionais das áreas de saúde e performance otimizaram o acompanhamento diário das jogadoras visando reduzir riscos e evitar problemas futuros.

A lista de desfalques das Cabulosas por ruptura de LCA conta com as atacantes Milena e Ravenna, a meia Gaby Soares, a lateral Laura Felipe e as zagueiras Tainara e Paloma Maciel. Somada a elas, a atacante Letícia Ferreira também precisou passar por intervenção cirúrgica devido a uma lesão na articulação acromioclavicular do ombro direito.

Com tantas baixas, o Cruzeiro precisou se movimentar no mercado para tentar suprir as carências do elenco. Nesta janela de transferências, chegaram à Toca a zagueira venezuelana Yenifer (ex-Servette, da Suíça), a zagueira Isadora (ex-Palmeiras), a lateral Michelle Romero, da Venezuela, (ex-Calgary Wild, do Canadá) e a atacante Radija (ex-América).

Expediente

Redação: Yasmin Veloso

Edição: Rafaela Souza

Coordenação: Ana Carolina Vimieiro

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