
Por Vivian Martinho, estudante de jornalismo da UFMG
A brasileira Luisa Stefani confirmou, na sexta-feira (14/8), que não disputará o WTA 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos. A tenista decidiu manter o plano de dedicar as próximas semanas à recuperação total antes do US Open, o último Grand Slam da temporada.
Stefani já havia ficado fora do WTA 1000 de Toronto, realizado no início de agosto, para tratar a lesão. A região tem exigido cuidados durante os últimos torneios, e a brasileira optou por interromper o calendário para dar mais atenção à recuperação.
Apesar da pausa nas competições, Luisa já voltou aos treinamentos em quadra. Segundo a própria tenista, porém, ainda são necessários alguns dias de trabalho antes de retomar os jogos oficiais.
“Optei por não jogar em Cincinnati. Já voltei aos treinos na quadra, sigo no cronograma esperado, mas ainda necessito de mais dias de treino para estar 100% apta a competir, algo que terei até o US Open, que é meu foco neste momento”, anunciou por meio de nota da assessoria de imprensa.
A brasileira não entra em quadra desde Wimbledon, onde teve uma campanha de destaque ao lado da canadense Gabriela Dabrowski. A dupla chegou à final da chave feminina de duplas – resultado que ajudou Stefani a alcançar a quarta colocação do ranking mundial, melhor posição de sua carreira.
Com a desistência de Cincinnati, Stefani terá mais tempo para completar o tratamento e recuperar o ritmo de treinamento. A decisão também evita um retorno antecipado ao circuito antes que o cotovelo esteja totalmente preparado para suportar novamente a sequência de partidas.
Enquanto Luisa se recupera, Dabrowski retornou às quadras em Toronto, ao lado de Ekaterina Alexandrova, mas foi derrotada na primeira rodada para a dupla estadunidense formada por Coco Gauff e Caty McNally. Em Cincinnati, Gaby estreou com vitória ao lado de Barbora Krejcikova, da República Tcheca, e enfrentará a dupla também tcheca formada por Linda Noskova, campeã de Wimbledon, e Marie Bouzkova.
Além de retomar os trabalhos nas duplas femininas, Luisa também voltará para a chave de duplas mistas – modalidade que não joga desde Roland Garros. A brasileira jogará ao lado de Neal Skupski, britânico ex-número 1 que atualmente ocupa a 5ª posição do ranking de duplas da ATP.
Assim como no ano passado, a organização do US Open optou por construir a chave de duplas mistas com o objetivo de atrair maior interesse do público do torneio. Dessa forma, as principais duplas são formadas por grandes nomes das chaves de simples – como as duplas formadas por Aryna Sabalenka e Novak Djokovic e por Iga Swiatek e Casper Ruud. Para além de seis duplas com entradas diretas na chave e outras oito com convites do torneio, outras seis duplas formadas com base nas combinações dos rankings de duplas de ambos os tenistas e mais duas duplas convidadas passarão por uma chave qualificatória.
O formato também altera a dinâmica da partida. Os jogos de quali, primeira e segunda rodadas e semifinal são disputados em dois sets de até quatro games ao invés dos tradicionais seis, além de um match-tiebreak caso necessário. Na final, a partida volta ao formato tradicional de dois sets de até seis games e match-tiebreak.
Luisa fará parte do qualificatório e espera o sorteio para descobrir a dupla adversária no qualificatório, que acontecerá no dia 24 de agosto. Ela busca se qualificar para a chave principal, com primeira e segunda rodadas disputadas no dia 25 de agosto. A semi e a final acontecerão no dia 26 de agosto.
A chave de duplas femininas no US Open tem previsão de começar a ser disputada a partir do dia 3 de setembro, em Nova York. A expectativa é que Luisa volte ao circuito justamente no Grand Slam estadunidense, desde que esteja liberada para competir. Até lá, a brasileira segue com foco na recuperação e na preparação física.
Expediente
Redação: Vivian Martinho
Edição: Rafaela Souza
Coordenação: Ana Carolina Vimieiro