
Por Soraia Carvalho, estudante de jornalismo da UFMG
Susie Wolff, ex-pilota e diretora da F1 Academy, afirmou que levar uma mulher à Fórmula 1 não é o único objetivo da categoria. Em entrevista ao site italiano FormulaPassion, publicada na última quinta-feira (17/9), a dirigente destacou que o campeonato também busca combater estereótipos e ampliar a participação das mulheres dentro e fora das pistas.
Segundo ela, a categoria tem trabalhado para questionar a ideia de que não há espaço para mulheres no automobilismo e, ao mesmo tempo, criar um ambiente que permita o desenvolvimento de novos talentos: “O objetivo, que muitos entendem mal, não é simplesmente levar uma mulher à Fórmula 1”.
Embora considere inevitável que uma mulher volte a disputar a Fórmula 1 em algum momento, Wolff afirma que transformar a chegada de uma mulher à categoria máxima em único indicador de sucesso reduziria o alcance do trabalho desenvolvido pela F1 Academy.
Para Susie, o impacto da categoria também está relacionado à mudança da percepção sobre quem pertence ao ambiente do automobilismo. A dirigente defende que, através da F1 A, meninas conseguem se identificar com diferentes aspectos do esporte, independentemente de quererem ser pilotas ou não.
Expediente
Redação: Soraia Carvalho
Edição: Rafaela Souza
Coordenação: Ana Carolina Vimieiro