
Por Emanuel Cortez, estudante de jornalismo da UFMG
As brasileiras Rayssa Leal e Maria Lúcia encerraram as participações na final do Mundial de Skate Street, neste domingo (18), em Assunção, no Paraguai.
Enquanto a medalhista olímpica terminou na sétima colocação, Maria Lúcia alcançou o quinto lugar em sua primeira decisão de um Mundial. Apesar de não conseguirem um lugar no pódio, as atletas destacaram os desafios da preparação, a importância do suporte recebido e as perspectivas para a sequência da temporada.
Rayssa Leal avaliou positivamente a participação, apesar dos erros cometidos durante a decisão. A skatista afirmou que estava confortável com a linha de manobras preparada nos treinamentos, mas reconheceu que as condições da disputa podem alterar o desempenho.
“Errar também faz parte, não é sempre que a gente vai acertar. Estamos em busca de bons resultados com certeza, e foi um campeonato bom”, avaliou a brasileira.
A participação no Mundial também foi marcada pelos desafios físicos enfrentados por Rayssa ao longo da temporada. A atleta relembrou da lesão séria recente e, alguns meses depois, sofreu uma torção no pé. Desde então, o trabalho com a equipe médica tem sido importante para a recuperação e o fortalecimento da região, visando suportar as exigências das competições. Diante desse cenário, a skatista destacou que pretende priorizar a recuperação física e o equilíbrio mental para melhorar seu desempenho nas próximas disputas. Vice-campeã olímpica, Rayssa também ressaltou a satisfação em continuar competindo, mesmo diante das dificuldades enfrentadas durante o ano.
Já Maria Lúcia encerrou o Mundial na quinta colocação, em um resultado significativo para sua trajetória. A competição em Assunção marcou a primeira vez que a brasileira disputou uma final de Mundial, experiência que ela celebrou após a decisão.
“Estou muito feliz de ter passado pela primeira vez aqui para a final do World Skate no Paraguai. Quero agradecer a Deus por mais um dia bom, por estar fazendo o que eu gosto, à minha família, à CBSk pelo suporte e a todos pela torcida”, declarou.
Um dos fatores destacados pela atleta foi a presença dos pais durante a competição. Segundo Maria Lúcia, o apoio familiar contribuiu para a organização da rotina fora da pista, especialmente nos cuidados com a alimentação e o descanso entre as etapas.
A preparação foi importante ao longo de uma campanha que passou pelas eliminatórias, quartas de final e semifinais até chegar à decisão. O resultado também reforçou o objetivo da skatista de disputar os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Para isso, ela pretende aproveitar as próximas etapas do circuito World Skate e buscar melhores desempenhos nas oportunidades que surgirem no ciclo classificatório.
“Eu ando em busca dessa vaga para o ciclo olímpico, é o meu sonho estar nas Olimpíadas. Agora é batalhar nesses eventos do World Skate, aproveitar todas as oportunidades que eu tiver, abraçar e seguir em frente”, afirmou.
Expediente
Redação: Emanuel Cortez
Edição: Rafaela Souza
Coordenação: Ana Carolina Vimieiro