Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski serão principal cabeça de chave em Tóquio

Foto: Jimmie48/WTA

Por Vivian Martinho, estudante de jornalismo da UFMG

Sem derrotas desde o início de setembro de 2026, a dupla formada por Luisa Stefani, principal duplista do Brasil, e Gabriela Dabrowski, do Canadá, volta às quadras no WTA 500 de Tóquio – onde Luisa defende o título de 2025. Na ocasião, a brasileira venceu por 2 a 0 a dupla formada por Anna Danilina e Aleksandra Krunic, junto com a húngara Timea Babos, principal parceira da temporada.

Draw e projeção de campanha

Com apenas 16 duplas na disputa, o chaveamento começa já nas oitavas de final, quando Stefani e Dabrowski iriam estreiar contra Cristina Bucsa, da Espanha, atual 13 no ranking de duplas, e a canadense Leylah Fernandez, ex-número 17 na modalidade.

No entanto, poucas horas antes da partida, Fernandez precisou se retirar do torneio por uma lesão no braço esquerdo após vencer uma partida de simples disputada na manhã anterior. Dessa maneira, Stefani e Dabrowski passam a estrear contra Mana Ayukawa, do Japão, e Emilu Webley-Smith, do Reino Unido.

Caso avancem, enfrentarão, nas quartas de finais, a dupla formada pela cazaque Yulia Putintseva, atual #67 no ranking, e pela a russa Liudmila Samsonova ou a dupla da japonesa Miyu Kato (#46) e da taiwanesa Hao-Ching Chan (#39).

Se vencerem na segunda rodada, podem encontrar, nas semis projetadas, Ellen Perez, da Austrália, e Demi Schuurs, dos Países Baixos, ex-parceira de Luisa na temporada de 2023, ou as australianas Storm Hunter – derrotada pela dupla da brasileira em Wuhan e campeã em Osaka ao lado de Janice Tjen – e Maya Joint, finalista em Seul.

Na final, a dupla pode ter como adversárias as multicampeãs italianas Sara Errani e Jasmine Paolini, que estreiam contra a dupla cabeça de chave 2 Anna Danilina, atual 7ª melhor tenista do ranking, e Xinyu Jiang, 25ª colocada na WTA. Erin Routliffe, da Nova Zelândia, e Aldila Sutjiadi, da Indonésia, formam a 11ª melhor dupla do ano, e também estão entre as favoritas para o título.

Se conquistar o título, Luisa Stefani chega aos 9220 pontos no ranking de duplas da WTA e empata com a segunda melhor colocada, a estadunidense Taylor Townsend. No primeiro critério de desempate, que leva em consideração o número de torneios disputados, Townsend ainda assume a vice-liderança do ranking, com 11 torneios em 2026 contra os 17 de Luisa.

Foto: Wuhan Open

Temporada de 2026

Com o início do último torneio antes do WTA Finals – competição que recebe apenas os melhores tenistas da temporada –, Luisa e Gabriela encerram a gira asiática em busca do sétimo troféu do ano e o terceiro no continente.

O ano da dupla começou com a retomada da parceria no Australian Open, após quase três anos desde o último torneio disputado juntas. Mesmo com o intervalo grande, Stefani e Dabrowski apresentaram um ótimo desempenho e alcançaram as semifinais ainda no primeiro Grand Slam do ano.

Antes mesmo da gira de saibro começar, Luisa e Gabriela conquistaram o primeiro título: o WTA 1000 de Dubai, disputado nas quadras rápidas dos Emirados Árabes Unidos.

Na gira seguinte, após Luisa se afastar das quadras por um período para tratar de um incômodo no pé que sentia desde o título, venceram o WTA 500 de Estrasburgo, no saibro francês, último torneio antes de Roland Garros, o Aberto da França, onde Luisa e Gaby jogaram juntas pela última vez antes do rompimento da dupla em 2023.

No segundo Grand Slam do ano, a dupla mais uma vez alcançou as semifinais, mas foi eliminada antes da grande final.

Com a transição para a grama, Luisa e Gabriela disputaram o WTA 500 de Queen’s e WTA 250 de Eastbourne, onde foram campeãs, antes de partirem para Londres para disputar o terceiro Grand Slam. Para somar apenas uma derrota em toda a gira de grama, Stefani e Dabrowski chegaram à grande final na grama sagrada de Wimbledon, mas foram derrotadas na Centre Court.

Foto: Jimmie48/WTA

No retorno para a gira de quadra rápida da América do Norte, Luisa voltou a sentir incômodos físicos e se afastou das quadras até o US Open, ficando quase dois meses sem disputar partidas iniciais. Sem jogar os Abertos de Toronto e Cincinnati, a dupla voltou apenas no quarto e último Grand Slam da temporada.

No retorno à quadra onde Luisa rompeu o LCA e teve a carreira interrompida em 2021 – temporada em que triunfava ao lado de Dabrwoski –, a dupla foi eliminada nas semifinais do US Open após uma campanha quase perfeita, mas garantiu o feito de ter sido a única dupla parte de todas as semifinais dos quatro Grand Slams do ano. Mesmo com a eliminação, a dupla teve a classificação para o WTA Finals confirmada e garantiu a possibilidade de disputar o torneio após ter se qualificado em 2021, mas não pôde participar pela lesão da brasileira.

Antes da gira asiática, Luisa teve a oportunidade de defender o título de 2025 na sua cidade natal, no WTA 250 de São Paulo. Na estreia do campeonato, no ano anterior, Luisa foi campeã ao lado de Timea Babos, e pretendia manter o título, agora ao lado de Dabrowski. Depois de uma semifinal instável por parte da dupla e uma final adiada pelas chuvas fortes, conquistaram o quarto título da temporada e iniciaram a sequência de vitórias que seguiu intacta por toda a campanha na China.

Foto: SP Open / Fotojump

Embaladas pelo título diante da torcida brasileira, Luisa e Gaby venceram o WTA 1000 de Pequim com apenas um set perdido durante toda a campanha antes de seguirem para o WTA 1000 de Wuhan, onde não perderam sets. Além do segundo título chinês, a dupla também teve o triunfo da temporada e se tornou a principal dupla do ano ao ultrapassar a tcheca Katerina Siniakova e a estadunidense Taylor Townsend no ranking do ano de 2026.

Com o final da gira asiática se aproximando, Luisa Stefani busca ultrapassar Taylor Townsend, atual segunda melhor duplista do mundo, no ranking de duplas oficial da WTA, que contabiliza os pontos conquistados pela tenista individualmente, e não o desempenho da atleta com uma parceria específica. Townsend, que está afastada do circuito após um quadro de apendicite, está a apenas 250 pontos de distância de Stefani, e pode perder a vantagem caso a brasileira vença o WTA 500 de Tóquio ou tenha um desempenho melhor no Finals.

Próximos torneios

Depois de Tóquio, Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski seguem para Indian Wells, onde será disputado o WTA Finals de 2026. A disputa acontecerá entre os dias 8 e 15 de novembro, na Califórnia, nos Estados Unidos, e receberá as oito melhores simplistas e as oito melhores duplas da temporada de 2026 em um torneio que se divide em Round Robin (fase de grupos) e Playoffs (mata-mata).

Além do Finals, Luisa e Gaby também estão confirmadas na disputa pela vaga no qualificatório da Billie Jean King Cup, que acontecerá em Vitória, no Espírito Santo. Disputada por equipes formadas por tenistas de um mesmo país, o Brasil enfrenta o Canadá no saibro fechado brasileiro, nos dias 20 e 21 de novembro.

A venda de ingressos foi iniciada no dia 26 de outubro e seguirá aberta até que se esgotem as entradas disponíveis. Os ingressos são válidos para os dois dias de jogos e estão sendo vendidos pela plataforma NiceTicket. Os valores variam entre R$187,50 e R$595,00, com adição de taxas da plataforma.

Expediente

Redação: Vivian Martinho

Edição: Rafaela Souza

Coordenação: Ana Carolina Vimieiro

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Autor: Vivian Martinho

Graduanda de Jornalismo pela UFMG, Setorista de Tênis pelo Coletivo Marta.

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