Maya Weug e Abbi Pulling cobram mais ações da F1 Academy para o desenvolvimento da categoria

Foto: Maya Weug/Divulgação

Por Soraia Carvalho, estudante de jornalismo da UFMG

No dia 8 de agosto, Maya Weug, vice-campeã da temporada 2025 da F1 Academy, fez um desabafo nas redes sociais. Após grande temporada em 2025, na qual travou bonitos duelos com Doriane Pin pela disputa do título, a piloto informou estar sem corridas para 2026.

No início do ano, a holandesa migrou dos monopostos para os carros e chegou a conquistar um pódio pela ART Racing na GT, mas não conseguiu, de fato, garantir um assento para a temporada.

Maya afirma estar enfrentando dificuldades para conseguir qualquer oportunidade de correr por conta própria. Sem patrocinadores e orçamento, a primeira mulher a integrar a Ferrari Driver Academy contou que tinha esperanças de que o portfólio e os resultados construídos ao longo da carreira a ajudassem após as duas temporadas disputadas na F1 Academy.

Weug compartilhou que 2026 é o ano mais difícil de sua carreira, mas que não desistirá das pistas.

“O automobilismo é um ambiente difícil; sem orçamento, sempre será complicado correr. Mas isso não me impediu até agora, e continuarei insistindo para encontrar uma maneira de voltar à pista”, afirmou.

Após a publicação de Weug, a campeã da temporada de 2024, Abbi Pulling, concedeu entrevista ao portal francês Nextgen-Auto e afirmou que ainda que a F1 Academy cumpra seu papel, ainda falta muito para que as pilotos consigam fazer a transição para a F3 e a F2 com maior facilidade. 

“No fim das contas, a F1 Academy é excelente no que faz, mas a questão é o que acontece depois dela e quais são os próximos passos”, disse Pulling.

Expediente

Redação: Soraia Carvalho

Edição: Rafaela Souza

Coordenação: Ana Carolina Vimieiro

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