A campanha histórica de Naná e Victória nos Grand Slams do circuito juvenil

Foto: Ben Solomon/USTA

Por Ingrid Mensil, estudante de jornalismo da UFMG

O US Open chegou ao fim encerrando os Grand Slams da temporada. No torneio juvenil, a tenista paulista Nauhany Silva, a Naná, fez uma campanha histórica. Ela se tornou a primeira tenista brasileira a alcançar as quartas de final de simples na categoria do Grand Slam dos Estados Unidos desde o início da competição, em 1978. A participação da brasileira acabou com a derrota para o estadunidense Chukwumelije Clarke, por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 5/7 e 6/3. No duelo, ela conseguiu levar a partida para o terceiro set e chegou a liderá-lo com uma quebra de vantagem, mas acabou cedendo quatro games consecutivos para a tenista da casa.

A trajetória de Naná em Nova York incluiu uma vitória dominante nas oitavas de final sobre a russa Felitsata Dorofeeva por 6/2 e 6/4. Mesmo com a derrota em Flushing Meadows, a tenista deixou a competição com sua melhor campanha em um evento de Grand Slam da categoria. Nauhany Silva também teve forte atuação nas duplas. Ao lado da potiguar Victória Barros, elas alcançaram as quartas de final da chave de duplas do último Major da temporada.

Na chave de simples, a potiguar Victória Barros se despediu precocemente do US Open juvenil. A atual quarta colocada do ranking mundial da categoria foi superada logo na estreia pela anfitriã Annika Penickova por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4. 

Naná Silva e Victória Barros nos Grand Slams Juvenis

Ao longo dos quatro principais torneios do circuito mundial juvenil em 2026, as jovens promessas do tênis brasileiro acumularam experiências e subiram posições no ranking, combinando resultados expressivos em simples e uma histórica final de duplas. 

No primeiro Grand Slam da temporada, Australian Open, Nauhany Silva optou por não disputar a chave juvenil em Melbourne por decisão técnica, priorizando a transição e o calendário de torneios no circuito profissional da WTA. Já Victória Barros chegou a vencer a estreia contra a australiana Jizelle Sibai por 6/4 e 7/6 (3), mas precisou abandonar a competição antes da segunda rodada após uma lesão na panturrilha esquerda. Ela era cabeça de chave número 2 nas duplas ao lado da francesa Ksenia Efremova, porém também se retirou do evento.

Em Roland Garros, a jovem paulista de 16 anos avançou até as oitavas de final, marcando até então sua melhor campanha em um Grand Slam, mas acabou sendo superada por 2 sets a 1 pela espanhola Charo Esquiva Banuls. A tenista potiguar, também de 16 anos, alcançou as semifinais no saibro parisiense, igualando o feito de Dadá Vieira em 1987 como a melhor campanha de uma brasileira na chave juvenil do torneio em quase quatro décadas. Ela parou na Xinran Sun, que foi vice-campeã do torneio.

Na grama de Wimbledon, Naná caiu na estreia da chave de simples para a estadunidense Olivia Traynor por 2 sets a 1. Victória avançou até a segunda rodada, onde foi superada pela romena Maia Burcescu em três sets, com parciais de 6/3, 7/5 e 7/6 (10-4). O destaque da participação delas na grama britânica fica nas duplas. Juntas, as tenistas alcançaram o vice-campeonato, protagonizando a primeira final de duplas juvenis do Brasil em um Grand Slam. Elas acabaram superadas na decisão pelas tchecas Jana Kovackova e Katerina Zajickova.

Nauhany Silva e Victória Barros encerram a temporada de Grand Slams consolidadas no top 10 do ranking mundial juvenil, com campanhas de destaque nos Majors, recordes quebrados, finais inéditas  e trabalhando na transição para o circuito profissional.

Expediente

Redação: Ingrid Mensil

Edição: Rafaela Souza

Coordenação: Ana Carolina Vimieiro

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