SP Open 2026 começa em São Paulo com forte presença brasileira, homenagem e novidades estruturais

Foto: Fotojump/SP Open

Por Ingrid Mensil, estudante de jornalismo da UFMG

Entre os dias 12 e 20 de setembro, São Paulo recebe o SP Open 2026. Disputado nas quadras duras do Parque Villa-Lobos, a segunda edição do torneio traz a presença de tenistas renomadas e uma nova geração de brasileiras, além de homenagens e diferentes ações. 

O Brasil conta com cinco representantes garantidas na chave principal de simples do SP Open: Laura Pigossi, que faz estreia contra a tcheca Vendula Valdmannova. Victoria Barros, na primeira rodada, mede forças com a sérvia Teodora Kostovic e Nauhany Silva, a Naná, encara a australiana Astra Sharma. Gabriela Cé enfrenta a cabeça de chave 5 e uma das favoritas ao título, a alemã Eva Lys, e Carolina Meligeni Alves joga contra a neerlandesa Suzan Lamens.

Nas duplas, nove tenistas jogam em casa, com destaque para a atual campeã Luisa Stefani jogando ao lado da canadense Gabriela Dabrowski como cabeça de chave número 1. Elas enfrentam a dupla brasileira Rebeca Pereira e Marjorie Souza, que receberam convites da organização. Outro destaque é a jovem parceria formada pelas promessas Victoria Barros e Naná Silva, que fazem jogo contra a estadunidense Rasheeda McAdoo e a australiana Alexandra Osborne. Jogam também nas duplas Laura Pigossi ao lado da russa Ekaterina Ovcharenko, como cabeças de chave número 3, que estreiam contra a estadunidense Mary Stoiana e a tcheca Vendula Valdmannova. A dupla brasileira Ana Candiotto e Luiza Fullana fazem jogo contra a dupla chinesa Yiming Dang e Xiaodi You e a parceria formada por Ingrid Martins e a argentina Jazmin Ortenzi enfrenta as mexicanas Fernanda Navarro e Victoria Rodriguez.

A abertura oficial da chave principal de simples, programada inicialmente para segunda-feira (14), precisou ser cancelada devido às fortes chuvas na capital paulista, transferindo os confrontos de estreia para a terça-feira (15). Além disso, a competição sofreu uma alteração de última hora com a desistência da canadense Leylah Fernandez, finalista do US Open 2021 e principal cabeça de chave, por problemas com o visto de entrada no Brasil. Com isso, a espanhola Paula Badosa, ex-número 2 do mundo, assumiu o posto de principal favorita e estreia contra a lucky loser lituana Justina Mikulskyte.

Além dos jogos, o WTA 250 realizado no país tem a tradição de valorizar a história do tênis nacional. Em 2025, o SP Open homenageou Maria Esther Bueno, a maior tenista brasileira, tendo alcançado o posto de número 1 do mundo em quatro temporadas e detentora de 19 títulos de Grand Slam. Ela também nomeia a Quadra Principal do Parque Villa-Lobos.  Neste ano, o torneio reverencia Niege Dias. A tenista chegou a ser número 31 do mundo em 1989, melhor posição de uma brasileira após Maria Esther Bueno e antes de Bia Haddad Maia. Niegue marcou época com títulos internacionais, como o Barcelona Ladies Open e o Rainha Open, e como tetracampeã brasileira adulta. 

Além das Quadras

A movimentação do torneio não é só com os jogos e a presença das tenistas, ele também consolida uma forte atuação voltada para o desenvolvimento e a inclusão. A programação inclui o programa de capacitação do Tênis Brasileiro da CBT em parceria com a WTA e o grupo de mentoria Canal Aberto, reunindo nomes como Luiz Peniza, capitão da equipe brasileira na Billie Jean King Cup, a ex-profissional Carla Tiene, Mário Mendonça, técnico de Luisa Fullana, Pol Toledo, técnico da ex-número 2 do mundo Paula Badosa, Danilo Ferraz, técnico da Naná Silva, e Guilherme Pachane, treinador de Luísa Stefani, para trocas de experiências voltadas ao tênis feminino profissional. 

No aspecto social, o SP Open fortalece parcerias com o Bola Dentro, projeto centrado no Villa-Lobos com duas décadas de história e mais de 5 mil jovens atendidos. As sete quadras revitalizadas continuam abertas e são utilizadas pelos alunos do projeto ao longo do ano. O recém-integrado Raquetes Para a Vida, iniciativa que leva o esporte a comunidades carentes, mas também estende a atuação à educação e tecnologia, oferecendo aulas de inglês, programação e inteligência artificial, além de segurança alimentar. O apoio do SP Open  possibilita os participantes conhecerem diferentes carreiras e áreas de atuação ligadas à indústria esportiva. No evento, os participantes dos projetos podem atuar como ball kids e voluntários, acompanhar os jogos e terem contato com profissionais do esporte. Além disso, serão doados materiais e equipamentos e oferecidas vagas de estágio remunerado em diferentes áreas do evento. 

E a experiência de quem vai assistir tem novidades. Com a expectativa de reunir mais de 40 mil pessoas, o SP Open expandiu sua estrutura física. A Quadra Central Maria Esther Bueno teve sua capacidade ampliada de 2.500 para 2.800 lugares, enquanto a Quadra 1 agora conta com arquibancadas dos dois lados. Além disso, a tecnologia também evoluiu com a introdução do sistema Electronic Line Calling (ELC) para rastreamento automático, substituindo os juízes de linha. 

Ainda, o evento conta com 45 marcas patrocinadoras. Fora das quadras, o Espaço Boulevard abriga diversas ativações interativas para o público. A Lego exibe uma raquete e bola feitas com 45 mil peças, a Claro sedia o estúdio do podcast “New Balls, Please” apresentado por Fernando Nardini e Fernando Meligeni, que farão cobertura ao vivo. Marcas como Prudential, Fortinet, Fleury, Shopee e Bradesco promovem testes de precisão, velocidade e brindes. A Mercedes-Benz atua como frota oficial com o modelo esportivo AMG GLC 43, enquanto a Heineken 0.0, Melitta, Faixa Azul e Seara Gourmet garantem espaços de degustação. O drink oficial do SP Open “Match Point” é de responsabilidade da Grey Goose.

Expediente

Redação: Ingrid Mensil

Edição: Rafaela Souza

Coordenação: Ana Carolina Vimieiro

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