República Tcheca vence Ucrânia e conquista a Billie Jean King Cup pela 12ª vez

Foto: Reprodução / Billie Jean King Cup

Por Vivian Martinho, estudante de jornalismo da UFMG

O time da República Tcheca venceu a Ucrânia por 2 a 0 na final da edição de 2026 da Billie Jean King Cup, disputada em Shenzhen, na China. Karolina Muchova abriu o confronto no último domingo, 27 de setembro, com uma vitória sobre Anhelina Kalinina, enquanto Linda Noskova confirmou o título diante de Elina Svitolina no segundo jogo de simples. Com os dois resultados, a equipe tcheca não precisou disputar a partida de duplas e voltou a levantar o troféu da competição pela primeira vez desde 2018. 

A final foi a 13ª disputada pela República Tcheca, que agora acumula 12 títulos. A única derrota em uma final foi em 1986, quando foram derrotadas pela equipe dos Estados Unidos – maior campeã do campeonato, com 18 títulos. Além do título, a campanha também marcou o retorno das tchecas ao topo após um jejum de oito anos desde o último título conquistado.

O primeiro ponto da final foi com Karolina Muchova, atual número 8 do mundo no ranking de simples e finalista em Wimbledon em 2026, que enfrentou Angelina Kalinina, que vinha de uma sequência de cinco vitórias na competição. A ucraniana havia sido uma das principais responsáveis pela campanha da equipe até a decisão, com vitórias tanto em simples quanto em duplas nas quartas de final contra a Bélgica e na semifinal, contra a Itália. Contra Muchova, porém, não conseguiu repetir o desempenho das rodadas anteriores.

Muchova venceu nas parciais de 6/2 e 6/3, em uma partida de uma hora e dez minutos de duração. 

Campeã de Wimbledon confirma o título

A responsabilidade de confirmar a conquista ficou com Linda Noskova, número 6 do mundo e campeã de Wimbledon em 2026. Noskova enfrentou Elina Svitolina, atual 7ª no ranking. Noskova chegou à decisão com sete vitórias consecutivas na Billie Jean King Cup e tinha a possibilidade de encerrar a final sem que fosse necessário recorrer ao terceiro confronto, entre as duplas.

Svitolina começou a partida com a primeira quebra e abriu 3 a 1 no placar, mas não conseguiu impedir a reação da adversária. A tcheca recuperou a quebra no game seguinte e venceu os cinco games restantes da parcial para fechar o primeiro set em 6/3, deixando a República Tcheca a apenas um set do título. 

O segundo set, entretanto, foi muito mais equilibrado. Ambas as jogadoras mantiveram os serviços durante toda a parcial e nenhuma delas chegou a ter breakpoints, o que levou a disputa ao tie-break, quando Noskova conseguiu abrir vantagem e ter três match points. Svitolina salvou os dois primeiros, mas a tcheca aproveitou a terceira oportunidade para fechar o desempate em 7-5 e vencer a partida por 6/3 e 7/6(5).

Com a vitória, a República Tcheca confirmou o 2 a 0 e encerrou a decisão sem precisar disputar as duplas – partida que contaria com Katerina Siniakova, número 1 do ranking de duplas e campeã de 13 títulos de Grand Slam.

A campanha da República Tcheca, entretanto, já mostrava a capacidade da equipe para voltar ao topo. Nas quartas de final, a seleção derrotou a Grã-Bretanha por 2 a 0, com vitórias de Marie Bouzkova e Linda Noskova. Na semifinal, a equipe enfrentou a Espanha, mais uma vez com uma vitória por 2 a 0, com vitórias de Muchova e Noskova. 

O time chegou à decisão tendo perdido apenas um set durante toda a trajetória na fase final. Além de Muchova e Noskova, o elenco contava com Marie Bouzkova, 26 no ranking de simples, Katerina Siniakova e Sara Bejlek, 28 no ranking de simples, além de passar a atuar sob o comando da capitã Barbora Strycova – ex-tenista que fez parte do elenco entre 2011 e 2018, com seis títulos nesse período. 

Do outro lado da final, a Ucrânia encerrou a participação com a melhor campanha da história na Billie Jean King Cup. A seleção disputou a decisão pela primeira vez depois de chegar às semifinais em estreia na fase final, em 2025. Na segunda participação, a equipe avançou à última fase e eliminou duas adversárias que já haviam conquistado o torneio – a Bélgica, nas quartas de final, por 2 a 1, e a Itália, que defendia o bicampeonato, na semi, por 2 a 0. 

Expediente

Redação: Vivian Martinho

Edição: Rafaela Souza

Coordenação: Ana Carolina Vimieiro

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Autor: Vivian Martinho

Graduanda de Jornalismo pela UFMG, Setorista de Tênis pelo Coletivo Marta.

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